Tuesday, June 28, 2011

Amsterdam



Havia chegado a hora de desbravar e desmistificar Amsterdam – a cidade da liberdade, onde maconha e sexo são permitidos e regulados por lei. Seria outra viagem corrida de fim de semana, pra visitar amigos – dessa vez a Flávia, prima de Vini, que estava morando lá há um mês.
O dia não começou muito bem. Frio, ventania e chance de chuva. Andei até o ponto de ônibus pra pegar o primeiro, às 8:19. Esperei até as 8:45h e nada de ônibus. Voltei pra casa, me agasalhei melhor, avisei que estava atrasada e voltei pra pegar o próximo, às 10:19h (Brincando de Pollyanna, pensando “ainda bem que a passagem não tem horário marcado como a de Paris”).
Nada de carros, nada de pessoas e muito menos nada de ônibus na cidade fantasma! Até que um funcionário da empresa de ônibus passou e me disse que estavam em greve. Fuck, fuck, fuck! How am I gonna get to Brussels? (sim, eu penso em inglês). Minha sorte foi que o meu host estava levando a menina pra aula de desenho, ouviu sobre a greve no rádio, passou e me levou ao metrô – com várias recomendações anti-drogas, haha, igualzinho ao meu pai.
Cheguei a Amsterdam três horas depois do que havia planejado, meu celular não pegava e não achava a Flávia na estação. Perguntei ao rapaz do balcão de informações onde eu poderia fazer uma ligação local e ele me ofereceu o celular dele. Com um bom sorriso e educação vamos longe!
Enfim nos encontramos e começamos meu passeio! O mundo é mesmo uma vila, encontrando conterrâneos do outro lado do Atlântico. Fomos àquelas letras I Amsterdam, tiramos fotos clássicas, no sapato de madeira gigante, canais, casinhas de chocolate, coffee shops, mercado de flores. A impressão mais forte da cidade com certeza é o cheiro de maconha por todo lugar. E a variedade de produtos é impressionante! Biscoitos, bolos, doces, mas só comprei um pirulito para experimentar. É como quando fui a Vegas e só joguei uma vez a roleta, hehe. 
Outra bizarrice é o Museu do Sexo. Há coisas interessantíssimas, quadrinhos, objetos, bolos, fotos, desenhos, pinturas, coisas bem antigas – até um cinto de castidade de verdade! Pouca coisa me choca nessa vida, mas há uma sala no Museu do Sexo de Amsterdam que me deixou boquiaberta!


Voltamos pra casa pra descansar e comer (comidinha caseira brasileira, hum!) e saímos pra dançar!
No dia seguinte fomos ao Red Light District e vi prostitutas de todos os tipos, tamanhos e cores se expondo nas portas de vidro dos quartinhos e muitos, muitos turistas e possíveis clientes andando pelo labirinto que são as ruazinhas lá. Impossível não pensar em quem são essas mulheres e como e por que foram parar lá e também nos clientes que vão dar uma rapidinha às duas da tarde enquanto provavelmente a mulher está no trabalho ou em casa cuidado dos filhos. Passamos ainda por uma loja de camisinhas de todas as cores e formatos - animais, objetos, Estátua da Liberdade (!) e meu comentário é: ?!?!?!?
Então esse foi meu passeio relâmpago a Amsterdam! Mais uma cidade pra lista “Lugares para voltar com mais tempo e dinheiro”. Corri pra pegar o trem, cheguei a Bruxelas e peguei o último ônibus pra casa e experimentei meu pirulito, que além de deixar a boca meio dormente, não faz nada e é gostoso (gostinho de erva, claro)!



Deixem comentários e sugestões abaixo! 

8 comments:

Karina said...

nossa, o pirulito que comi eu achei horrivel :p
parecia q tava comendo mato haha!
mas vale a experiencia né!
Amsterdam é maravilhosaaaa =D

jeferson said...

meu sonho ir em amsterdam um dia desse qualquer estarei por la ,
ANA. esse [ pirulito]by the way eh uma delicia gostinho amargo .hehe
enjoy the trip!!!

Fran Oliveira said...

Tudo que ouço sobre Amsterdam é pura polêmica! rs! Uma loucura só!

Beto Miranda said...

Que que eu faço, seu dotô?
Que que eu faço, seu dotô?
Essa menina tá virando emaconhada
Que que eu faço, seu dotô?
Que que eu faço, seu dotô?
Essa menina tá cheirando erva danada

"Isso não se cheira, pai! Isso se fuma!"
"O que que é?"
"Relaxa pai!"
"Não!!!"

Ana Elisa Miranda said...

Relaxa, pai! =D

Mario said...

Parei para examinar seu blog e fiquei bem curioso por suas experiencias.
Vamos conhecer o que ira se passar a cada passo...
Abraços!

Maite Blancquaert said...

Com exceção do cinto de castidade, não achei nada interessante no Museu do Sexo. Achei que podia ser bem mais criativo e menos disgusting! hahaha
Quanto à Red Light District, acho que os casados têm menos oportunidade. Afinal, o lugar é mt conhecido e vive cheio. Seria correr mt risco! Acho que quando as coisas são na moita, é mais fácil para os comprometidos! hehehe
Ah... segundo meu irmão, que mora em Amsterdam, muitas das prostitutas não são exatamente pobres e necessitadas, elas são estudantes universitárias que pagam a facul com esse "trabalho"... sei lá... deve ter de tudo! Mt bom o post!

Priscilla said...

Nossa Ana, lendo seu post aqui passou um filme pela minha cabeça.. Voltei a Amsterdam por alguns segundos..rsrs.. Não sei se já comentei, mas vou partilhar uma aventura minha contigo: na hora que cheguei e saí da estação de metrô já senti a marola no ar!rs.. Me hospedei num hostel que ficava bem no Red Light District..(detalhe: o hostel era cristão e vizinho daspu!). O que marcou foi o seguinte: meu irmão me ligou pedindo uma foto das mocinhas. Aí minha amiga que tava comigo foi se aventurar tirando a foto escondida (e proibida).Só que a prostituta viu, abriu a vitrine e xingou a gente de tudo quanto é nome: "FUCKIN' BITCH..COME BACK HERE!"hahahaha...Ela quase correu atrás da gente, só hesitou pq tava uma frio do cão..rs.. Saudades de Amsterdam!!!! Quero voltar (no verão, de preferência).