Showing posts with label filosofando. Show all posts
Showing posts with label filosofando. Show all posts

Thursday, May 24, 2012

Voltei ao Brasil. E agora?



     Estou em casa há sete semanas. Lógico que já me adaptei, pois vivi a maior parte da minha vida aqui e tudo é familiar. O que não significa que me conformei ou acomodei - com tanto tempo livre (férias, desemprego, transição de carreira?) o que mais tenho feito é refletir. Bate uns momentos de incerteza, desânimo, outros de tranquilidade e confiança que tudo vai dar certo.
     Dúvidas, insônia, dores de cabeça, então me pergunto: será que rodei o mundo e não aprendi nada? Continuo nesta busca de sabe-se lá o quê! Mas daí eu mesma me respondo: no dia em que eu chegar a uma resposta definitiva, a um estado de graça, não terei mais sonhos ou motivação.

     Decidi que ao invés de focar no que NÃO tenho feito (não tenho me dedicado à meditação e à escrita o quanto gostaria) e me sentir frustrada, vou parar um pouco e pensar nas pequenas coisas boas que tenho feito e descoberto:

 1- Família: na maior parte do tempo é cada um ocupado com seus afazeres e hobbies, mas há aqueles momentos em que de repente está todo mundo sentado em volta da mesa. Momentos assim são fantásticos! Assistir a um filme com os irmãos, cozinhar, ajudar uma prima a conseguir o primeiro emprego, deitar no colo da mãe, é disso que eu sentia falta.
  2- Comida: Tenho tentado manter a forma, mas a melhor comida do mundo é a brasileira e a melhor comida brasileira é a mineira, preciso dizer mais nada.
  3- Exercício: pra compensar o item acima, tenho caminhado/corrido no parque. Essa energia e motivação eu aprendi na Bélgica. Meu parque não é como o do Castelo de Gaasbeek, mas é ótimo pra pensar (escrevi metade deste texto lá).
   
           Saudável e em forma, bem alimentada de nutrientes e amor, passo os dias a estudar. Isso mesmo, eu estudo nas férias! Espero excelentes oportunidades de trabalho nos próximos meses e quero estar preparada.
 1- Comecei um curso de Pós-Graduação em Neuropsicologia Educacional (que nome chique!) e espero aprender muito. Fugi da pós em Língua Inglesa porque estou louca pra aprender algo novo, mas que enriqueça minha prática em educação. Além disso, me dei esses 14 meses de curso para me decidir e preparar para o passo seguinte.
 2- Francês e Holandês: não tenho vergonha de admitir que morei lá um ano e não fiquei fluente. Só por milagre, viu, porque as duas línguas me confundiram bastante. Meu francês não é perfeito mas sofreu uma melhora gritante. Meu holandês ainda é sofrível, mas não desisto. Devagar e sempre - uso livros, gramática, emails e chat com amigos, vídeos, notícias online, tudo o que for útil para a aprendizagem.
  3- Escolas, métodos, inovações em Ensino de Língua Inglesa: ano passado fiz um curso de TEFL (Teaching English as a Foreign Language) e tenho certificado para lecionar em vários países! Tenho ficado antenada aos diferentes métodos de ensino e novidades na área (turmas multinível, aulas via skype, telefone, etc).
 4- Empreendedorismo, marketing de rede, enriquecimento pessoal: é minha novidade pessoal. Tenho pavor a ficar estagnada, quero aprender e crescer. Foi a Quézia (ex colega da faculdade, inclusive uma das pioneiras das Au Pairs de Montes Claros) que me apresentou a empresa e o conceito, que me interessou muito. Vou fazer o treinamento de vendas da Up! Essências e logo estarei no time de representantes. Se dará certo ou não, se terei sucesso no ramo, só há um jeito de saber! Depende também do ponto de vista: aprender habilidades novas e conhecer pessoas já valerá a pena.

Na empolgação, já li dois livros:
a)      Rich Dad, Poor Dad (Pai Rico, Pai Pobre) de Robert Kyiosaki. Sua principal lição é não trabalhar por dinheiro e sim deixar o dinheiro trabalhar por você (se você possui um negócio que não requer tanto sua presença por exemplo). Ele recomenda ao jovem começar a buscar empregos mais pelo quanto vai aprender do que pelo que vai ganhar; fazer cursos, seminários, palestras que vão te ajudar a crescer no negócio e se rodear de pessoas inteligentes. Você deve também se inspirar nos seus heróis e pensar grande.
b)      A menina do vale, de Bel Pesce. Conheci a história da Bel enquanto lia o site Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Pensei “Oba! Ebook grátis!” e antes de eu terminar de ler, todo mundo só falava nela. Menina porreta, essa! A história dela em si já é inspiradora e o livro dá dicas de sucesso no mundo empreendedor. O que mais marcou sua fala, para mim, foi a importância de haver paixão pelo que se faz e acredita, trabalho duro e em equipe, flexibilidade e humildade para se ver os erros e consertá-los a tempo.


     Tudo o que leio eu tento filtrar e transferir para minha realidade. Estou de mente aberta à procura de boas ideias. Por exemplo: como inovar no ensino de inglês? O que os alunos querem ou precisam? O que não funciona e precisa mudar? Sobre o quê as pessoas querem ler? Como posso desenvolver minha escrita para tocar mais a vida das pessoas?

     Me veio uma explosão de inspiração, percebi que nem escrevi sobre a última viagem (Valência) e ainda quero refletir mais sobre alguns dos assuntos acima, sobre o que aprendi sendo Au Pair e ainda tirar uns continhos do rascunho, mas já escrevi bastante e agradeço aos pacientes leitores que me dão apoio até hoje! Deixem comentários e ideias abaixo, please – por favor – s’il vous plait – alstublieft!

Wednesday, June 29, 2011

Some relationship patterns don't improve over time. Children or adults, it's all fun and games until someone gets hurt.

*
Alguns padrões de relacionamento não melhoram com o tempo. Crianças ou adultos, tudo são jogos e diversão até que alguém se machuca.

(Ana Elisa Miranda)

Tuesday, March 22, 2011

Em um momento você está dormindo tranquilo em sua cama. No minuto seguinte sua casa, assim como seus familiares e todos os seus pertences, são arrastados por uma enxurrada de lama.





Um dia você está no trabalho, fazendo compras ou andando pela rua e de repente tudo começa a tremer. O terremoto é tão violento que abre fendas em estradas, derruba casas, causa ondas gigantes, incêndios e acidentes nucleares.


Um acidente de carro deixa jovens paraplégicos. Jovens que numa noite só queriam se divertir e relaxar, no dia seguinte encaram  um futuro completamente diferente e incerto.


Assim, sem aviso prévio, a vida de milhares de pessoas é virada de cabeça para baixo. Não possuem mais nada do que passaram a maior parte do tempo lutando para conseguir – casa, conforto, carro, dinheiro. Pessoas queridas são perdidas abruptamente, famílias despedaçadas.

Diante de tantas tragédias, que para muitos parecem tão distantes, devemos aprender que a vida é curta, frágil e imprevisível;  refletir e decidir o que é realmente importante e prioritário (e nos desapegar do que não é), o que vale a pena ser vivido, no que vale acreditar. Devemos ainda reclamar menos dos nossos “problemas” e sermos mais fortes e corajosos diante dos desafios.

(Ana Elisa Miranda)


Saturday, February 26, 2011

Quem somos nós?


Nós nascemos, crescemos, vivemos em família, estudamos, trabalhamos, nos reproduzimos, morremos. Não é assim pra todo mundo, mas é assim pra maioria, no mundo todo. Vivemos em meio a estereótipos, expectativas e crises – Quem sou eu?
Pesquisando e conversando com amigos, percebi a dificuldade que temos em nos descrever, em definir quem somos. Há quem diga que há vários “eus” em cada um de nós e que a melhor forma de avaliação é usar o ponto de vista alheio.
Na tentativa de auto-conhecimento, questionei e refleti sobre alguns aspectos:
Identidade nacional  - não concordo com a generalização: brasileiro é alegre, americano é frio, árabe é terrorista, etc. Eu, como brasileira, não compreendia certos costumes e comportamentos de estrangeiros que conheci. Atitudes como reserva e discrição podem ser entendidos por nós, brasileiros,  como frieza ou antipatia; auto-confiança e nacionalismo como soberba ou superioridade. Porém, mesmo sem entender como as indianas conseguem usar o sári, os árabes aquelas barbas, os chineses comerem aquelas coisas e americanos gostarem de picles, todos têm meu respeito. Cada um merece ser conhecido e avaliado por sua individualidade e não por sua nacionalidade. Mas até que ponto a cultura da sociedade em que nascemos influencia quem somos?
Fases - nascemos e somos identificados apenas como “o filho de fulana e ciclano”. Crescemos, vamos pra escola, e aí sim os rótulos começam: nerd, bagunceiro, preguiçoso, burro, atleta, patricinha. Às vezes resistimos, mas na adolescência a busca pela afirmação da “personalidade” afeta comportamento, jeito de vestir, falar, se relacionar. Chegamos à casa dos 20 e somos os futuros médicos, professores, empresários. A cada faixa etária nos comportando como é esperado de nós, fazendo o que se deve para ser aceitos pela sociedade. Primeiro você é filho, depois estudante, depois profissional, cônjuge, pai, mãe, avô, avó – cada um cumprindo seu papel no roteiro da vida social.
Identidade Familiar - mais do que a herança genética, acho que a convivência e ensinamentos familiares moldam boa parte de quem você é. Às vezes por imitação – queremos ser íntegros e batalhadores como nossos pais; outras vezes por distinção – não quero ser alcoólatra ou preguiçoso como fulano ou ciclano, por exemplo. E passamos a vida carregando o nome, as memórias, posses, histórias e origens de nossos antepassados e de nós mesmos.
Profissão – quanto de nossa personalidade é formada pelos nossos talentos, conhecimentos ou habilidades? O trabalho que eu faço todos os dias faz de mim quem eu sou? Não devemos dirigir respeito ou preconceito a alguém somente por ser médico ou gari.
O que faço não diz quem eu sou. Minha idade não diz quem eu sou. Minha família não sou eu. Minha aparência não sou eu. Minhas opiniões e sonhos não sou eu. Porque o “ser” muda a gente – de lugar, tempo, companhia. Eu sou assim com fulano, mas sou assado com ciclano; eu penso isso hoje, mas talvez não depois de amanhã. Comecei o texto com uma pergunta, mas estou longe de ter encontrado uma resposta. Talvez o segredo para uma crise seja a flexibilidade:
“(...) Coloque água em uma garrafa, ela se transforma em garrafa. Coloque água em uma chaleira, ela se tranforma em chaleira. Água pode fluir ou cair. Seja água, meu amigo.” – Bruce Lee


Wednesday, February 23, 2011

The certainty of death shouldn't scare us. It should motivate and encourage us to do our very best right here, right now.
*
A certeza da morte não deve nos assustar. Ela deve nos motivar e encorajar a fazer o nosso melhor aqui e agora.

(Ana Elisa Miranda)

Thursday, February 3, 2011

Eu sonho muito. Literalmente. Sonho quase toda noite e me lembro bem das maluquices. Às vezes acordo cansada, triste, confusa, pensativa. O sonho dessa noite parecia um filme daqueles em que o mundo está acabando, em que a humanidade está se transformando em zumbi ou morrendo e que você tem que fugir e se salvar ou encontrar a cura.
Acordei, me dei conta do sonho interrompido e fiquei pensando: se eu tivesse que fugir, abandonar meu lar por algum motivo e soubesse que nunca voltaria e também não fizesse a menor ideia do que me aguarda no caminho... o que eu levaria? Que tipo de roupa e sapato usaria, o que seria essencial à minha sobrevivência na jornada? Levaria alguma lembrança? Uma foto, um objeto? 
Essa é mais uma variação dos meus devaneios de "E se a casa pegasse fogo, o que eu tentaria salvar?" e "Vou morar em outro país, o que levar, deixar e doar?"
Bom exercício de desapego e posso dizer que estou ficando boa nisso.

E você, o que leva contigo? O que salva?

Friday, December 31, 2010

Sobre o Ano Novo

   Comecei 2010 em solo novaiorquino, respirando o ar gelado do inverno. Claro que foi especial, mas nada de extraordinário. Os 365 dias que se seguiram, esses sim, foram maravilhosos. Não achava que tanta coisa cabia em um ano só, mas na intensidade de 2010 aprendi e cresci.
   Resolvi ver a vida como um todo, um dia após o outro. Não importa que hoje seja 31 de Dezembro e amanhã 1 de Janeiro. Não faz diferença. Não farei promessas de ano novo que nunca serão cumpridas, nem superstições de passagem, rituais ou macumba. Farei o que quero que seja uma constante em minha vida: estar perto de gente amada, com pensamento e atitude positiva, pedindo a Deus saúde e proteção, vivendo – e não apenas presenciando – o momento.


  I began 2010 in New York, breathing the cold winter air. Of course it was special, but nothing extraordinary. The following 365 days, these were wonderful. I didn’t think so much could happen in one year only, but in the intensity of 2010 I learned and grew.
   I decided to see life as a whole, one day after the other. It doesn’t matter that today is December 31st and tomorrow is January 1st. It makes no difference. I won’t make New Year promises that will never be kept, nor passage superstitions, rituals or “macumba”. I’ll do what I want is a constant in my life: be close to beloved people, with positive thoughts and attitude, asking God for health and protection, living – not just seeing – the moment.

Thursday, November 4, 2010

Acorde!

Um amigo me emprestou há algum tempo um dos melhores livros que já li – Awareness, de Anthony de Mello. É o tipo de coisa que você lê e pensa: “Poxa, isso é verdade! Era isso que eu estava precisando ouvir!” Gostei tanto que comprei um pra mim e leio um pouco todos os dias, porque as ideias defendidas por Anthony são difíceis, desafiam nossa mente programada pela sociedade.

Abaixo algumas citações (traduzidas livremente por mim):

“There must be a better way of living than depending on another human being.”
Deve haver uma forma melhor de se viver do que depender de um outro ser humano.
“Everything we do is in our self interest.”
Tudo o que fazemos é por interesse próprio.
“Expect the worse, you are dealing with selfish people.”
Espere o pior, você está lidando com pessoas egoístas.
“Exchange your illusions for reality, your dreams for facts. Life becomes meaningful.”
Troque suas ilusões por realidade, seus sonhos por fatos. A vida ganha significado.
“You don’t need to belong to anybody or anything. You don’t even need to be in love. Who told you you do? What you need is to be free. What you need is to love.”
Você não precisa pertencer a nada ou a ninguém. Você nem precisa estar apaixonado. Quem te disse isso? O que você precisa é ser livre. O que você precisa é amar.
“Pleasant experiences don’t lead to growth. What leads to growth is painful experiences.”
Experiências agradáveis não levam ao crescimento. O que leva ao crescimento são experiências dolorosas.
“What does it mean to love? It means to see a person or thing as it really is, not as you imagine it to be.”
O que significa amar? Significa ver uma pessoa ou coisa como ela realmente é, não como você a imagina.
“Feed yourself with nature, good movies, good books, work, good company.”
Se alimente de natureza, bons filmes, bons livros, trabalho, boa companhia.

Pensei em explicar algumas das citações, mas vou deixar para livre interpretação.

با تشکر از شما
(Hoping Google translator is right...Thank you, Kaveh!)


Sunday, October 24, 2010

Liberte-se!

Na quarta-feira passada fui a uma palestra sobre limitações e desafios na sala de aula. No final a palestrante tocou a música Breakaway, que tem uma mensagem linda e tudo a ver comigo. Como adoro compartilhar e motivar, levei a tradução/adaptação para a reunião das Filhas de Jó (faço parte do Conselho) e quero também compartilhar aqui. Boa semana a todos!





Me Libertar (Adaptação livre da música Breakaway de Kelly Clarkson)

Cresci em uma cidade pequena
E quando a chuva caía
Eu olhava pela janela
Sonhando com o que poderia ser
E se eu fosse feliz
Rezaria
Esforçando-me para chegar lá
Mas quando eu tentei falar
Senti como se ninguém pudesse me ouvir
Queria continuar aqui
Mas algo parecia tão errado
Então eu rezava
Para poder me libertar

Eu vou abrir minhas asas e eu vou aprender a voar
Eu farei o que for preciso até tocar o céu
Fazer um desejo, arriscar, mudar e me libertar
Longe da escuridão, em direção ao sol
Mas eu não vou esquecer todos aqueles que eu amo
Eu vou arriscar, mudar e me libertar
Quero sentir a brisa morna
Dormir debaixo de uma palmeira
Sentir a adrenalina do oceano
Entrar a bordo de trem-bala
Viajar em um avião a jato
Bem longe
E me libertar

Edifícios com cem andares
e portas giratórias
Talvez eu não saiba onde me levará, mas
Continuo me movendo
Voando alto, me libertando

Embora não seja fácil dizer adeus
Tenho que arriscar, mudar e me libertar
Mas eu não vou esquecer o lugar de onde eu venho
Tenho que arriscar e me libertar

Sejam quais forem os desejos do seu coração, eles não são por acaso. Acredite em você e no Pai Celestial que te protege e orienta. Arrisque, mude, lute pelo que acredita, mas sempre se lembre de quem você é, de onde veio e daqueles que te amam.

Wednesday, September 22, 2010

“Um homem nunca se banha no mesmo rio duas vezes. Na segunda, já não é o mesmo homem, nem o mesmo rio”.
Foi com esta frase em mente que me preparei pra voltar ao Brasil. Meu medo era estar dando um passo pra trás, regredindo – voltando a morar com os pais, trabalhando na mesma escola, na mesma profissão que me deixava tão insatisfeita. Porém a ideia contida nessa frase é tão verdadeira e me fez compreender que apesar de estar voltando ao mesmo lugar, ao mesmo trabalho, às mesmas pessoas que deixei... eu não sou mais a mesma, e a forma como vou lidar com minha velha-nova vida é que vai determinar meu progresso e minha felicidade.
Mas enfim, já estou aqui há um mês e foi tempo suficiente pra muita observação, muito pensar (razão das minhas dores de cabeça quase diárias) e sim, já tenho vontade de botar o pé na estrada novamente.
Primeiro pensamento ao me aproximar do sertão mineiro: “Estou em casa!” Seguido de “O quê que eu tô fazendo aqui?” Não me entendam mal, estou feliz por estar em casa, com minha família e amigos. Mas poxa vida, como está seco, sujo e feio aqui. Eu até sentia o gosto da poeira na minha boca. Isso mesmo: gosto de poeira!
Em segundo lugar, tive que desacelerar meu ritmo e me acostumar a não ter as coisas e lugares que eu gostava lá, assim como as pessoas e atividades que fazíamos. Mas isso está sendo remediado pelos fins de semana em família e pelos novos projetos.
Até hoje estranho como as ruas são estreitas, às vezes falo coisas em inglês sem querer e nunca vou me readaptar a essa sensação de insegurança e medo. Interessante como me senti mais confortável e segura vivendo em outro país, sozinha do que no meu próprio.
De vez em quando tenho a sensação de que estive dormindo esse tempo todo, tendo um sonho bom, e que agora acordei, como se eu nunca tivesse saído daqui. Mas as lembranças, amigos, e pricipalmente o aprendizado, a força e a coragem que adquiri não me deixam esquecer que essa experiência me transformou. Não sou a mesma pessoa e não me banho no mesmo rio.
(Ana Elisa)

Monday, July 20, 2009

O PULSO

Não quero explicar o porque de postar esta música aqui, além de admirar o Arnaldo e os Titãs. Mas essa música diz muito e vou deixar para cada um ler e refletir. Divirtam-se!

O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...

Peste bubônica, Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola, Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose, Caxumba, difteria
Encefalite, faringite, Gripe e leucemia...
E o pulso ainda pulsa, E o pulso ainda pulsa

Hepatite, escarlatina, Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo, Esquizofrenia
Úlcera, trombose, Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes, Asma, cleptomania...
E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...

Reumatismo, raquitismo, Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose, Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide, Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie, Câimba, lepra, afasia...

O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Assim...

Thursday, January 22, 2009

About a dream

Um sonho de verdade nunca morre. É a ideia (olha o acordo ortográfico!) mais maluca que se pode ter, mas que nunca sai de sua mente e de seu coração. Foi assim comigo até que me rendi. Tomei a decisão e hoje estou prestes a realizar uma das maluquices que habitam minha cabeça.
Morar em outro país é um sonho desde quando me apaixonei pela língua inglesa – há mais de dez anos e, ultrapassando todas as dificuldades, o programa Au Pair tornará tudo possível.
O primeiro passo foi aprender a dirigir (depois do fracasso da motocicleta precisei de muita força de vontade pra voltar pra autoescola). Todos temos nossos pontos fracos, não é? Então, já sabem o meu. Achei que nunca seria capaz de aprender a dirigir e passar no exame, mas Deus sabe o que faz e no decorrer desse caminho aprendi a confiar e a entregar tudo em Suas mãos. Segunda tentativa, acho que nem era eu dirigindo!
Habilitação em mãos, um passo de cada vez: preparo e entrega de dossiê, perfil online, muita ansiedade e oração pela família perfeita, contatos, match! Foi a primeira família e gostei de cara. Perfect timing!
Visto: meu Deus do céu, quanta ansiedade! Primeira vez em São Paulo, lá vou eu pro Consulado, aquela fila imensa (total de cinco horas de espera). Entrevista? Nem dois minutos (Você fala inglês? Onde estudou? O que vai fazer quando seu programa acabar? O que seu pai faz? Pague a taxa e boa viagem!). E eu ainda ousava duvidar que Deus está no comando! De brinde ainda ganhei o Carlos Casagrande (feio, rsrs) sentado perto de mim.
Me despedir do primeiro emprego, onde fiquei três anos e meio não foi fácil, mas sinto que preciso dessa ruptura, dessa mudança em minha vida.
Agora estou aqui na contagem regressiva, fazendo as malas, me preocupando com o peso das mesmas e com o frio que está lá!
Espero que esse ano me traga muito aprendizado, segurança e autoconhecimento!