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Sunday, April 3, 2011

Sobre ser Au Pair


Au Pair é um programa de intercâmbio em que você mora na casa de uma família, cuida das crianças e faz cursos a sua escolha. É o programa mais em conta, considerando o valor e as vantagens (em um ano você pode viajar e aprender MUITO; você não tem despesas com hospedagem e alimentação e ainda recebe um salário semanal).
Eu fui Au Pair nos EUA por um ano e meio e lá conheci e convivi com muitas Au Pairs, então sei que a motivação e as impressões sobre essa experiência no país são individuais e diferentes. Assim sendo, aqui falo por mim: decidi ser Au Pair nos EUA porque 1) amo  falar inglês e sonhava em viver num lugar onde o inglês fosse falado o tempo inteiro ao meu redor e 2) quero rodar o mundo mas não tenho condições financeiras de mochilar, estudar ou passar férias em outro país (por enquanto).
Foi a melhor decisão seguida da melhor época da minha vida! Não vou entrar em detalhes, mas posso dizer que me diverti horrores, viajei o máximo que pude, conheci pessoas que marcaram minha história pra sempre, aprendi e amadureci. Aprendi principalmente que, quando corremos atrás, trabalhamos com coragem e fé, nenhum sonho é impossível.
Desde então muita gente me procura perguntando sobre a minha experiência e pedindo conselhos. Tudo o que tenho a dizer é: tá esperando o quê, aproveita a chance, o momento e bote o pé na estrada!
Para ir aos EUA como Au Pair é preciso uma agência. É através dela que você vai organizar toda a sua documentação e encontrar uma família. É também a agência que vai te dar suporte enquanto durar seu programa. Eu fui pela Cultural Care Au Pair e não tenho nada a reclamar. Mas há muitas outras, entre elas a CI, Au Pair in America, STB, Au Pair Care, etc. Você tem que se encaixar em alguns requisitos como: ter experiência com criança (número de horas varia pra homem e mulher. Sim, homem também pode!), carteira de habilitação, inglês intermediário e até 26 anos.
Por outro lado, para ser Au Pair na Europa não é necessário agência e a idade varia entre os países (máximo de 29 anos na França, se não me engano). O programa não é regulamentado por todos os governos (Espanha, por exemplo), então você pode ir com a cara e a coragem e conseguir um emprego de babá, mas pra ser Au Pair mesmo, com visto adequado, tem que checar os países certos de acordo com seus interesses culturais e linguísticos (pelo menos esses são meus interesses). O processo e os critérios são parecidos com o dos EUA nas agências. Agora para quem decidir ir por conta própria, existem sites comos o aupair-word.net em que você faz um perfil e procura por famílias. É meio arriscado, você tem que ficar mais antenada e se precaver pra não cair em cilada de família maluca, mas a maioria das meninas que vão pra Europa é sem agência mesmo e dá certo (uma boa dica é conversar com as Au Pairs anteriores a você). Então você tem que conversar muito com eles, organizar toda documentação necessária para visto, comprar passagens (dependendo do acordo com a  família). Os sites das embaixadas e consulados e até grupos de discussão nas redes socias (Orkut, Facebook) ajudam muito nesse processo.
Acho que é isso. Gosto muito de ajudar e motivar os sonhadores como eu. E posso dizer pra terminar que ser Au Pair é MUITO mais do que ser babá e é por isso que vou encarar essa aventura pela segunda vez!

Thursday, February 3, 2011

Eu sonho muito. Literalmente. Sonho quase toda noite e me lembro bem das maluquices. Às vezes acordo cansada, triste, confusa, pensativa. O sonho dessa noite parecia um filme daqueles em que o mundo está acabando, em que a humanidade está se transformando em zumbi ou morrendo e que você tem que fugir e se salvar ou encontrar a cura.
Acordei, me dei conta do sonho interrompido e fiquei pensando: se eu tivesse que fugir, abandonar meu lar por algum motivo e soubesse que nunca voltaria e também não fizesse a menor ideia do que me aguarda no caminho... o que eu levaria? Que tipo de roupa e sapato usaria, o que seria essencial à minha sobrevivência na jornada? Levaria alguma lembrança? Uma foto, um objeto? 
Essa é mais uma variação dos meus devaneios de "E se a casa pegasse fogo, o que eu tentaria salvar?" e "Vou morar em outro país, o que levar, deixar e doar?"
Bom exercício de desapego e posso dizer que estou ficando boa nisso.

E você, o que leva contigo? O que salva?

Wednesday, June 16, 2010


A foto mais esperada da minha vida!

Backstreet Boys This is Us tour



O dia do show foi se aproximando, mas eu não estava ansiosa. Com tantas outras coisas acontecendo, minha cabeça não tem espaço pra muita coisa ao mesmo tempo.
Acordei no domingo com uma mensagem da Leidi dizendo que queria sair às 13h e eu iria de trem pra cidade dela. Vi os horário e, ou eu pegava o de 10:54 ou o de 12:54, resultado, tomei banho, me arrumei correndo, pus a bateria da câmera pra carregar um pouco, pedi carona pros meus hosts e fui. Nem pensei em nada, nem lembrei que estava indo realizar um dos maiores sonhos da minha vida, há mais de 10 anos.
Fomos de trem pra Long Branch, comemos, pegamos um táxi pro local do show e esperamos... Meio desorganizado, e tinha um segurança lá que não parava de gritar com a gente. Depois o tal do Justin chegou, pegamos nossos VIPs e esperamos... Nessa hora eu comecei a ficar meio nervosa, imaginando como serio, o que eu falaria pra eles, vi gente com cartaz, presentinho, menina toda arrumada, haha, mas no fundo eu sentia a certeza de que nada importava, que pra eles não faz diferença, eles vêem tantas fãs e ganham tantas coisas que não vão lembrar de uma. Então o que seria importante pra mim seria o meu momento, minha foto com eles, meu primeiro show completo, de pertinho.
Entramos pro Sound Check, eu não acreditava o quão perto estava do palco, e fiquei só pensando em tudo o que sonhei durante todos esses anos, no tanto que chorei e planejei. E agora eu estava ali, achei que fosse chorar, desmaiar, mas eu só sorria, estava numa euforia tranquila, se isso é possível.
Daí o Nick entrou, comendo uma maçã; depois o Howie, tomando chá, hehe. O AJ, meu deus, eu não conseguia tirar os olhos dele, o banquinho dele era bem do nosso lado do palco, eu olhava, sorria, acenava, e ele acenou de volta! Ganhei meu dia! Depois o Brian entrou fazendo palhaçada, bem a cara dele. Conversaram um pouco com a gente, cantaram três músicas, depois responderam perguntas. Eu não conseguia pensar direito em português, imaginem em inglês! Mas pensei numa pergunta pro AJ e falei com o Justin, que estava com o microfone bem na minha frente, mas quando ele perguntou pra galera quem tinha uma pergunta, todo mundo se esgoelou e ele deu o mic pra outra e eu falei “Poxa, eu falei antes com você!” e ele disse que elas estavam enlouquecendo, mas eu também estava! Talvez tenha sido melhor, porque eu não sei se conseguiria articular a pergunta, haha. Eu iria dizer que um dos meus maiores sonhos era estar ali, e perguntar pra se depois de tanto sucesso, qual era o maior sonho dele. Era a melhor pergunta de todas haha.
Na hora das fotos eles vieram pra grade do nosso ladinho, fiquei olhando e babando o tempo inteiro e agradecendo a Deus por aquele momento perfeito. Na hora da minha foto, fui, sorrindo, calma, apertei a mão do Brian e disse “I’m SO happy to be here today!”, apertei a mão do Alex, peguei no ombro dele e disse “I have to give you a hug, I love you, you have to bring your solo tour to Brasil!”, ele me abraçou e sorriu. O segurança disse “Handshake only, ok?” e eu cumprimentei o Nick e o Howie. Eu disse “I`m so happy I forgot all my English!” e eles disseram que não, que estava ótimo. Fui pro meio, o AJ e o Nick chegaram o rosto pertinho e tirei minha foto! Aí, sim, eu tava gelada e tremendo. Hahahha, não parava de sorrir e pensar, abracei o AJ! Fechava os olhos e ficava repassando a cena na minha mente, pra gravar bem.
Então esperamos...
Entramos e a Karla estava na grade já, guardando lugar. Corremos e ficamos bem lá na frente. Tinha umas baixinhas atrás da gente, tentando arrumar confusão, pedindo pra gente se espremer mais pra frente, tentando empurrar, ai, aquilo estava me tirando do sério, e meu corpo já estava doendo, não respirava direito, nessa hora eu achei que fosse desmaiar. Mas até que o tempo passou rápido e teve uma apresentação de um grupo de dança de adolescentes, bem bonitinho, depois a Leigh do Brian passou perto da gente, o Baylee apresentou a banda e começou o show.
O palco era pequeno, baixo, então deu pra ver tudo de pertinho, dava pra olhá-los nos olhos e ver o suor escorrendo. Show simples, sem banda, só com um Dj-baterista, os vocais e quatro dançarinas. Começaram com Everybody e foram agitando a galera. Achei que fosse ficar surda. Nas trocas de roupas passavam um filminho no telão, versões que eles fizeram de filmes famosos. Às vezes um deles olhava pra nossa direção, acenava, mas não dá pra ter certeza pra quem eles estão olhando. Mesmo assim é emocionante. Ficamos bem na frente do centro do palco e colocamos a bandeira do Brasil na grade. Eu não conseguia parar de sorrir e agradecer a Deus.
Tem uma música em que eles dão uma rosa pra fã. A Karla fez um cartaz “Nick, give me the rose!”. Ele viu, deu uma piscadinha, e falou baixinho “I got you.” A gente ficava apontando pra ela, ele dançando e passando a rosa do corpo, e teve uma hora que eu estava apontando pra ela, ele olhou pra mim e balançou a cabeça. No finalzinho da música ele desceu até nós, deu a rosa pra ela e abraçou. Gente, o Nick estava a menos de meio metro de mim! Hahah
Cantaram músicas antigas e músicas do This is Us, dançantes, românticas, enfim, show perfeito! Depois esperamos o Alisson buscar a gente, eles me deixaram em casa e eu não consegui dormir direito, com o corpo dolorido e as cenas e músicas voltando na minha mente. Nunca vou esquecer.

Thursday, January 22, 2009

About a dream

Um sonho de verdade nunca morre. É a ideia (olha o acordo ortográfico!) mais maluca que se pode ter, mas que nunca sai de sua mente e de seu coração. Foi assim comigo até que me rendi. Tomei a decisão e hoje estou prestes a realizar uma das maluquices que habitam minha cabeça.
Morar em outro país é um sonho desde quando me apaixonei pela língua inglesa – há mais de dez anos e, ultrapassando todas as dificuldades, o programa Au Pair tornará tudo possível.
O primeiro passo foi aprender a dirigir (depois do fracasso da motocicleta precisei de muita força de vontade pra voltar pra autoescola). Todos temos nossos pontos fracos, não é? Então, já sabem o meu. Achei que nunca seria capaz de aprender a dirigir e passar no exame, mas Deus sabe o que faz e no decorrer desse caminho aprendi a confiar e a entregar tudo em Suas mãos. Segunda tentativa, acho que nem era eu dirigindo!
Habilitação em mãos, um passo de cada vez: preparo e entrega de dossiê, perfil online, muita ansiedade e oração pela família perfeita, contatos, match! Foi a primeira família e gostei de cara. Perfect timing!
Visto: meu Deus do céu, quanta ansiedade! Primeira vez em São Paulo, lá vou eu pro Consulado, aquela fila imensa (total de cinco horas de espera). Entrevista? Nem dois minutos (Você fala inglês? Onde estudou? O que vai fazer quando seu programa acabar? O que seu pai faz? Pague a taxa e boa viagem!). E eu ainda ousava duvidar que Deus está no comando! De brinde ainda ganhei o Carlos Casagrande (feio, rsrs) sentado perto de mim.
Me despedir do primeiro emprego, onde fiquei três anos e meio não foi fácil, mas sinto que preciso dessa ruptura, dessa mudança em minha vida.
Agora estou aqui na contagem regressiva, fazendo as malas, me preocupando com o peso das mesmas e com o frio que está lá!
Espero que esse ano me traga muito aprendizado, segurança e autoconhecimento!